Thursday, June 6, 2013

Caminhos da minha terra 3ª parte

Serra de Vialonga




Situada a nordeste da cidade de Lisboa, esta serra faz parte de um conjunto de serras que delimitam a área metropolitana de Lisboa.

Antigo moinho eólico

A paisagem é sobretudo composta por vegetação rasteira em quase toda a sua área. Contudo existem excepções como a pequena mas agradável mata, vale de paraíso que fica junto a Vialonga Oeste, assim como outra pequena mata por "cima" de Vialonga e um pequeno nicho de eucaliptos no topo nascente da serra.

A marcar a paisagem temos também três pedreiras e um parque de geradores eólicos, que são as atividades econômicas existentes.

Para aceder aos trilhos devemo-nos dirigir às seguintes localidades como sejam a vila de Zambujal, a Sul e Oeste, por Alpriate, pelo cabo de Vialonga, por Alverca ou pelo Cabeço da Rosa.


Vale de Paraíso


A entrada mais fácil é por Alpriate, através da mata de Vale de Paraíso. A mata não é muito extensa, mas existem vários trilhos e pelo meio passa um estradão que faz a ligação ao Zambujal.


Vale de Paraíso

Vale de Paraíso

Vale de Paraíso - Zambujal

Vale de Paraíso - Zambujal

Se viermos do acesso do Zambujal Norte e acedendo ao estradão, temos uma subida de cerca de um quilômetro que não sendo muito técnica exige "pernas".


Zambujal - topo oeste da serra


Zambujal - topo oeste da serra

Do lado poente do Zambujal também temos um acesso que não sendo muito difícil, tem uma pequena mas íngreme subida de elevado nível de dificuldade física. Como tal, eu prefiro fazer este trilho a descer, pois é um trilho sinuoso e que se faz a uma boa velocidade, com uma vista bonita para serra de Fanhões.


Lado Poente da Serra

Lado Poente da Serra

Chegados ao topo deste lado da serra, os dois acessos do Zambujal unem-se. Seguindo depois para o lado Nascente, vamos passar à aldeia de Santa Cruz, para depois alcançarmos a mata de Vale de Paraíso, quer por trilho ou por estrada.


Falando agora do lado nascente da serra, existem três acessos através da localidade de Cabo de Vialonga. O mais fácil segue logo à esquerda da localidade, através de um trilho que leva a direção da aldeia da Verdelha do Ruivo, passando ao restaurante "Pedras Altas" e seguindo até ao topo da serra. 

Vista sobre Vialonga

Acesso do "Pedras Altas"

Acesso do "Pedras Altas"

Se em vez de seguirmos para a Verdelha do Ruivo neste mesmo trilho, seguirmos para a esquerda, encontramos outro trilho que nos leva ao topo da serra, mas aqui o grau de dificuldade é bastante mais elevado, técnica e fisicamente - a inclinação é mais acentuada e existem muitas valas formadas pelas águas da chuva.

Acesso à serra de maior grau de dificuldade

Existe ainda um terceiro acesso, seguindo pela direita no Cabo de Vialonga em direção à localidade de Boca da Lapa. No limite norte desta localidade segue um trilho até à estrada da pedreira. Aqui chegados seguimos até à Verdelha do Ruivo, onde apanhamos um trilho que segue novamente para o lado nascente. Este trilho passa "sobre" a pedreira e segue até ao topo da serra.


Acesso "Boca da Lapa"

Acesso após passar a pedreira

chegados ao topo nascente da serra existe um trilho que une todos estes últimos trilhos que que falei e faz a ligação nascente/poente. Se seguirmos para nascente, temos a opção de ir para o cabeço da Rosa ou então para Alverca, sempre em trilhos. Ambos os caminhos são possíveis de serem feitos em sentido contrário.

Vista do topo da Serra lado Nascente

Vista do topo da Serra lado Nascente

Se seguirmos para poente, podemos visitar o ponto mais alto da serra (marco geodésico) que fica a uma altitude de 330 metros.

Marco Geodésico

Se continuarmos para poente, podemos fazer a ligação à mata de Vale de Paraíso quer através de estrada ou de um estradão junto à pedreira central.

Ligação Nascente - Poente

Continuação ligação Nascente - Poente (este troço está vedado)

Esta serra também tem uma história para contar, existindo na vertente virada para Alverca um dos fortes da linha militar de defesa conhecida como as "linhas de torres", linhas essas que serviram para defender Lisboa das invasões Francesas. É ainda possível ver alguns moinhos de vento antigos.


Vista sobre o Forte da Agueira

O nível físico exigido para explorar esta serra já é médio/alto. Mas por aqui é garantida uma excelente experiência de BTT.

Saturday, May 11, 2013

Caminhos da minha terra 2ª parte

Lezíria do Rio Trancão:

Esta é para mim a porta de entrada para o mundo dos trilhos.



Começando em Sacavém, o trilho começa junto à ponte sobre o rio Trancão na estrada nacional 10. Este é também um troço do Caminho de Fátima, troço Sacavém-Granja.



Os primeiros metros são em single track paralelo ao rio, em direcção ao viaduto sobre a auto-estrada A1. O caminho continua em forma de estradão até entrarmos novamente num single track com cerca de três quilómetros.




Inicio do single track


Final do single track





















Em termos geográficos, estamos num vale, largo e plano, com alguma vegetação pouco densa, onde o rio toma lugar de destaque. Grande parte do vale é sobretudo explorado para fins agrícolas, onde predomina a cultura do tomate e do milho. 









Do ponto de vista ambiental, a zona é importante pois é o lar de muitas espécies de aves, que aproveitam a tranquilidade desta área, que contrasta com as zonas envolventes da cidade. Também por aqui é possível ver muitos mamíferos, como coelhos, cavalos, cabras, ovelhas, patos, vacas, que pincelam a paisagem verde com outros tons e outros sons, tornando os passeios mais estimulantes. 

Chegada à localidade da Granja

Existem ao longo do vale algumas ruínas de edifícios que pertenciam a antigas quintas, que apesar de estarem ocupadas se mantém em ruínas.


Sentido Granja - Sacavém

Após o single track, o caminho segue em forma de estadão até à vila da Granja. A meio deste percurso podemos optar por mudar de direcção apanhando uma via asfaltada que nos direcciona a São Julião do Tojal, Santo Antão do Tojal, Frielas, Unhos e ainda Loures. Ainda assim, grande parte destes percursos são trilhos ou estadões. 

Sentido São Julião do Tojal



Destas localidades só loures é cidade, sendo que as restantes são praticamente pequenas aldeias, o que contrasta com a grandeza e modernidade da grande Lisboa. 

Acesso ao bairro do Tazim

Bairro do Tazim

Acesso a Santo Antão do Tojal







A não perder neste passeio, uma visita mais cultural a Santo Antão do Tojal, onde poderá aproveitar para apreciar o Palácio da Mitra, construção do século XI, com o seu belo chafariz monumental, a igreja matriz e o aqueduto que abastece o chafariz. 


Palácio da Mitra
 

Igreja Matriz


Igreja Martiz
De Santo Antão do Tojal parte um estradão, por entre campos agrícolas, que nos leva até à vila de Frielas ou até Loures. Neste caso, antes de chegarmos a Frielas há um trilho à direita que vai dar perto do Loures Shopping.

Sentido Santo Antão do Tojal - Frielas



De Frielas e seguindo no sentido de Unhos, apanhamos uma estrada asfaltada, que serve a zona baixa de Unhos. Antes de chegar a esta localidade, seguimos à esquerda por um novo estradão, em direcção ao Bairro do Olival Queimado que faz ligação ao Bairro do Tazim novamente.

Sentido Frielas - Unhos

Sentido do Bairro do Olival Queimado

Sentido Unhos - Bairro do Olival Queimado

Facilmente se faz um passeio de cerca de 20 km se partir de Sacavém passando a Santo Antão do Tojal e Unhos e voltando a Sacavém.

Rio Trancão

É a partir da lezíria que podemos aceder às serras circundantes, como sejam as serras de Vialonga, Fanhões e Montachique onde temos mais trilhos para explorar e dos quais falarei nos próximos "posts".