Tuesday, May 22, 2012

Portalegre 2012



Fim de semana grande e em grande para os Canários Rolantes. 
 
Cumprindo a tradição, uma vez mais a equipa marcou presença na mítica maratona de Portalegre no passado dia 5 de Maio.

Para esta 11ª edição participaram todos os Canários Rolantes, incluindo o Benjamim que se estreou na rainha das maratonas. Para mim foi o regresso após a ausência no ano transacto.

Fim de semana entre amigos, num clima de grande diversão e boa disposição, que começou logo na sexta feira e terminou no Domingo, cumprindo um ritual que já leva seis edições.

Mas vamos à prova.

Sábado amanheceu com alguma chuva, situação que não sendo agradável, não foi suficiente para nos retirar o entusiasmo. Após as preparações habituais das bicicletas seguimos para o quilómetro zero, e de seguida para a recta de partida.

Foi com prazer que vimos o amigo Chinita se juntar a nós para a realização da maratona.

 
Este ano foi notória a redução Substancial do número de participantes, o que nos permitiu ficar bem mais à frente na "grelha" de partida.




Às 09:00h foi dado o início da prova. Muitos populares iam aplaudindo a passagem dos ciclistas dando um colorido engraçado ao evento.

Como é habitual, os primeiros quilómetros foram percorridos em estrada asfaltada, através do IP2 para depois entrarmos novamente na cidade, onde percorremos algumas das suas artérias, para finalmente seguirmos a direcção do alto da serra de São Mamede.



Com 16 km percorridos, a maioria a subir, entramos finalmente nos trilhos, e separámo-nos dos maratonistas que iam fazer os 100 km. Eu, o Pedais e o Benjamim seguimos para a meia maratona.

Bem, o Benjamim já não o vimos mais, ia num ritmo frenético enquanto nós íamos em ritmo de passeio (cada um deu o que tinha!)


O percurso começava agora a perder altimetria e os bons trilhos permitiam-nos rolar a uma boa velocidade e desfrutar do melhor que o BTT tem para oferecer.



E apesar de ter chovido nas semanas anteriores, o único sinal que evidenciava isso eram os campos verdejantes. Lama? praticamente nenhuma.


Assim, foi com facilidade que realizamos esta parte do percurso composta por estradões, alguns doble tracks e alguns single tracks, num percurso de grande beleza.


Ao km 27 voltámos a ter uma pequena subida para depois voltarmos a rolar até entrarmos na aldeia de Caia, onde estava instalado a primeira Zona de Abastecimento (ZA).



Fizemos aqui uma pequena paragem.

Aproveitámos para nos deliciar-mos com as iguarias habituais nestes passeios. Entretanto enchemos os bolsos com alguma fruta e barras de cereais para o caminho, e reforçámos a reserva de líquidos - estávamos prontos a continuar!

Arrancámos a boa velocidade, pois durante cerca de um quilómetro perderíamos altimetria. 

A partir daqui as dificuldades aumentaram ligeiramente. 

Tínhamos pela frente nova subida, com alguns troços mais complicados, e inclinações mais acentuadas.



Ainda assim, o pelotão continuava a divertir-se e com bom andamento (tivemos sempre a companhia de vários ciclistas).
 
Um grupo de espanhóis dava um tom internacional à maratona, sempre envolvidos numa cacofonia impressionante. Parece que os espanhóis tem sempre assunto, e que falam pelos cotovelos! 

Do quilómetro 33 ao 37 esperava-nos um sobe e desce constante, mas sem apresentar grande dificuldade. Foi neste troço que a minha corrente se partiu!



Felizmente que trazia ferramenta apropriada e um elo de ligação - com a ajuda do pedais a avaria ficou resolvida num instante.

Curioso que na mesma subida se encontrava outro betetista com o mesmo problema. 


O regresso aos trilhos presenteou-nos com nova descida que nos levou a passar junto a Alegrete. 




Um stand de apoio ali instalado, permitiu-nos lubrificar a corrente, o que foi muito bem vindo.
 
Alegrete significou o ponto de retorno da maratona em direcção a Portalegre. Só que para chegar a Portalegre ainda tínhamos de atravessar a serra de São Mamede no seu ponto mais alto.



Assim, iniciámos esta subida de cerca de 8 km até aos 830 mts de altimetria, o ponto mais  alto da  maratona (este ano não fomos às míticas antenas - 1000 mts).

Neste ponto do percurso as duas maratonas juntavam-se novamente, e se por um lado já havia muitos ciclistas a carregar a bicicleta à mão, por outro lado via-mos outros ciclistas (da maratona dos 100 kms) a passarem-nos a um ritmo muito forte.

A subida, larga, dividia-se num primeiro troço mais longo em terra batida, para depois entrar em estrada até à Zona de Abastecimento e após esta um último troço em terra até atingir o 830 mts de altimetria. Só aqui ganhámos 400 mts de altimetria, quase um terço do total da prova!


Assim, após termos concluído a primeira parte da subida a bom ritmo, entramos na estrada asfaltada para percorrer algumas centenas de metros até à zona de abastecimento. Estávamos no quilómetro 45 da etapa. 

Recuperadas as energias, lançamos-nos para os últimos 15 km.

Regressámos à subida para mais um quilómetro de esforço, com a consciência que atingido o topo, as grandes dificuldades estavam vencidas.

E apesar de ainda haver duas pequenas subidas até ao final, o que predominava eram as descidas já que a meta em Portalegre estava a cerca de 460 mts de altimetria.


Ao contrário de outras edições da prova a primeira parte da descida não era tão técnica como chegámos a apanhar noutros anos. Isto permitiu-nos descer a boa velocidade de forma mais segura.

Cerca do quilómetro 52 passámos junto a Ribeira de Nisa, onde entrámos num sigle track técnico com muita pedra no piso.


Seguiu-se a última subida do dia até ao quilómetro 54, e a partir daqui foi sempre a descer.
 

O entusiasmo aumentava à medida que o final da prova se aproximava.

Para entrar em Portalegre passámos por uns becos entre muros e casas, até alcançámos as ruas em paralelos. 


Percorremos algumas ruas até entrarmos no jardim da Corredoura onde zizezagueamos num trajecto onde o muito publico nos congratulava com aplausos.

Depois foi concluir a prova entrando na recta da meta.


No balanço final, dizer que todos os Canários terminaram a prova e que a satisfação era geral. 

Mas o mais importante é que todos chegaram bem, mesmo os que tiveram algumas contrariedades como a indisposição física do Capitão e a avaria na bicicleta do Centenário.

Parabéns a todos e obrigado pelo grande fim-de-semana que vivemos.

Saturday, April 7, 2012

5ª maratona de BTT do Sardoal


No passado dia 25 de Março participei na 5ª maratona de BTT do Sardoal.

Já no novo horário de verão, apresentei-me no local de partida com outros duzentos e poucos BTTistas. 
 
Depois de ter chovido no dia anterior, a manhã apresentava-se fresca mas a prometer sol - tal como eu gosto.


Um pouco depois das 9:00h, iniciou-se o passeio, com uma volta à vila do Sardoal, como é da praxe neste tipo de percursos.

Decorrida a mesma, seguiram-se os trilhos, e que trilhos! 
 
Brutais, Espectaculares! Sempre muito rolantes e limpos, com algumas excepções mais técnicas para agradar aos mais especialistas e bem preparados.




Os primeiros 15 km quase sempre a perder altimetria, foram realizados rapidamente. Aqui estava montado o 1º abastecimentos - decidi não parar, ainda era “cedo”!

No km 22 novo ponto de abastecimento e também o momento que se deu a separação de maratonas - os de 35 para um lado, os de 65 para o outro. 

Lá segui a indicação dos 65,  não sem antes “atestar” neste 2º abastecimento, que contemplava apenas líquidos (já estava um pouco arrependido de não ter “atestado” à séria no 1º!) 





Pedalava agora um pouco mais sozinho e partir daqui. Apesar de não haver grandes desníveis, o percurso tornava-se o que geralmente chamamos "quebra pernas", (mais tarde pude constatar isso mesmo!), isto é, compreendia  um sobe e desce quase constante, não havendo zonas de descanso.





As duas maratonas haveriam de se juntar novamente por mais alguns quilómetros, para se voltarem a separar definitivamente.





 
Quanto ao percurso,  bastante entusiasmante, muito bem marcado e fácil de seguir, foi feito na maioria dentro da floresta, contudo ainda pudemos contar com diversas passagens pelo interior de algumas aldeias e com a simpatia e entusiasmo dos seus habitantes sempre a darem-nos força.






Finalmente por volta dos 40 e tal km, com o calor e a fome já a apertar, eis que surge o oásis! Chegava ao 3º e último abastecimento, e mesmo a tempo!



Seguia-se agora a parte mais dura do trajecto, onde iríamos ganhar altimetria até cerca de 8 km do Sardoal. 

Depois estava reservada uma descida extensa que se estendia praticamente até ao final do passeio. 

Já de regresso ao Sardoal, estava reservado um pequeno troço tipo "cross" que nos levava até ao local da meta, onde cheguei cerca das 14:00h.


No final deste passeio, era a satisfação que reinava. Valeu a pena ter participado.

Parabéns a toda a organização, pelos belos trilhos que nos proporcionou.

Em números: 65 km, cerca de 1500 mts de altimetria, 4 horas de andamento, muita adrenalina e duas ameaças de queda.

 p.s. Os números são aproximados devido a avaria do GPS a meio do percurso. 
Podes visualizar um pequeno video no seguinte link: http://www.youtube.com/watch?v=0aR9qYmeRUE

Monday, January 30, 2012

Passeio 5º raid - maravilhas do Sobral

Cá estou eu de regresso aos passeios, e ao blog.

Dia 22 de Janeiro decidi experimentar os trilhos da região de Sobral de Monte Agraço. Apesar de inicialmente estar prevista a participação de mais alguns companheiros Canários, acabei por ir a este passeio sozinho.

Cheguei cedo ao Sobral. Comecei por ir levantar o dorsal ao largo da igreja, onde estava instalado o "paddock". Obtido o pack da inscrição, fui preparar a bike. À medida que a hora passava, Sobral enchia-se de BTTistas, dando um colorido e uma azafama diferente a esta vila.


Chegava a hora que todos esperavam. Havia um número agradável de ciclistas mas sem serem demasiados. Percebia-se que haviam uns mais experientes e outros não tão habituados a estas andanças. Mas no BTT à lugar para todos e o importante é o convívio e o prazer de pedalar. A organização, pensando em todos, organizou três trajectos, um de 20 km, outro de 40 km e um de 60 km, o qual eu me propus a fazer.


09:30h e era dado início ao passeio. Como é meu hábito, deixei avançar o pelotão para seguir na calma dos últimos. Nos primeiros quilómetros circulamos pelas ruas do Sobral, até entrarmos num trilho largo e de bom piso. O pelotão ia alargando. Começavam a aparecer as subidas e as descidas. Poucos quilómetros à frente, estava tudo parado...estávamos num single track com pedras e terra húmida e escorregadia, que exigia alguma técnica.

O percurso definido pela organização era muito variado, mas muito bonito. Claro que nos primeiros quilómetros o andamento é mais irregular devido à aglomeração de ciclistas, em especial nos trilhos mais técnicos. De referir que havia muitas zonas perigosas, devidamente identificadas, que fiz desmontado da bicicleta. Contudo, isso não estragava a beleza do traçado.

Continuando em redor da vila do Sobral, passamos por uma aldeia, apanhamos outra descida perigosa, e subimos até perto do forte pertencente às fortificação das linhas de Torres de resistência às invasões francesas. Aí estava organizada a primeira zona de abastecimento (ZA). Estávamos no quilómetro 15.


Saindo desta ZA pelo interior de uma mata, dirigimos-nos a um dos trilhos mais bonitos do circuito, onde era possível circular no limite de uma ravina - brutal. Depois apanhamos uns estradões florestais, e deixamos para trás os BTTistas dos 20 km. Ora subindo ora descendo, o dia ia avançando.

Estava um dia maravilhoso, tempo magnífico, representativo do inverno seco e ameno, óptimo para o BTT mas péssimo para o país.

O trajecto tornava-se mais rolante, o que dava para desfrutar mais da paisagem, dos trilhos e da natureza.

Ao quilómetro 30 surgiu a segunda ZA. Além de muita quantidade, a variedade também era significativa, pelo que era comer e beber à descrição. Repostas as energias, era tempo de voltar aos trilhos. Um dos pontos de interesse, foi passarmos junto a moinhos de vento antigos e recuperados. Também iríamos passar por torres eólicas modernas, mas essas já são mais "normais".

Entretanto passava-se no ponto de separação entre os que iam fazer os 40 km e os que iam para os 60. A partir daqui, e até ao terceiro abastecimento, foi quase uma jornada solitária, isto porque em cerca de 15 quilómetros apenas passei por três ciclistas. Este trajecto mais "plano" continuaria até cerca do quilómetro 45. Lembro-me de ter passado a linha de comboio em Pêro Negro, lembro-me de descer um single track no interior de uma "floresta" (Lindo!). Lembro-me de ter descido um troço desmontado da bike, na minha perspectiva impossível de fazer de outra maneira. Entretanto, pouco depois do quilómetro 45 começaram às dificuldades.

Entrava na parte mais dura do percurso, com cerca de 10 km quase sempre a subir. Felizmente, ao quilómetro 51 estava a última ZA, onde encontrei mais alguns ciclistas. Com forças recuperadas, tinha de continuar a subir, agora na companhia de bem mais ciclistas. E subimos até quase ao fim do passeio. Apenas os últimos 2 ou 3 quilómetros é que já foram a descer, sendo que um dos troços era uma descida muito técnica, de pedras e lama escorregadia, onde fui ao "tapete" por duas vezes, felizmente sem danos físicos. Depois foi acelerar em direcção ao centro do Sobral, onde cheguei inteiro, cansado mas plenamente satisfeito.


Conclusão: o nome do passeio espelha a realidade do evento. Trilhos fantásticos, aliados a uma boa organização, onde GNR, Bombeiros, escuteiros e outros elementos prestaram um trabalho valioso na concretização deste projecto. Sem dúvida, um passeio a Repetir!

Em números, foram 62 km em 04:56h e 1540 mts de altimetria.

Dá uma vista de olhos nestes dois vídeos:
http://contour.com/stories/5raid-btt-sobral-de-monte-agraco
http://contour.com/stories/5raid-btt-sobral-de-monte-agraco-part02--2