Wednesday, April 3, 2013

Caminhos da minha terra 1ª parte

Lisboa é a minha terra. 

Lisboa é também a capital de Portugal, a maior metropole do país. 

Ainda assim é uma cidade onde há boas condições para andar de bicicleta, como vão poder constatar ao longo deste Post, e mais do que haver condições, revela–se um verdadeiro prazer desfrutar desta cidade, com as suas paisagens, os seus caminhos, os seus locais mais emblemáticos assim como os seus pequenos recantos. Por fim iremos também revelar onde se podem encontrar trilhos para a prática do puro BTT!

Lisboa e área metropolitana Norte

Ciclovias de Lisboa









































Lisboa é uma cidade dotada de uma rede de ciclovias que se estendem por grande parte do seu território. Esta rede tem vindo a crescer ao longo dos últimos anos, assim como tem havido um crescimento do número de utilizadores.


No geral circular nestas vias apresenta um nível de dificuldade baixo, pois há poucos desníveis.


Ciclovias de Lisboa - mapa de 2009


Marginal: Não há ainda uma ciclovia que ligue uma ponta da cidade à outra ponta, mas é possível fazer este trajecto sem grandes problemas. Sugiro iniciar o percurso na foz do rio Trancão, em Sacavém. Aqui começa uma ciclovia junto ao colégio Pedro Arrupe que nos direcciona no sentido da ponte Vasco da Gama onde apanhamos a ciclovia do Parque das Nações, com cerca de 6 quilómetros de extenção. Este caminho segue junto ao rio Tejo e acaba no limite oriental do Porto de Lisboa. Daqui até ao Cais do Sodré não há ciclovia, mas até Santa Apolónia é relativamente pacífico circular, apenas é precisa alguma atenção aos poucos camiões que circulam nesta via interna do Porto de Lisboa. De Santa Apolónia até ao Cais do Sodré é necessário utilizar a estrada, pelo que aqui é aconselhável ter muita atenção pois dividimos a estrada com os outros veículos. Cumprir às regras de trânsito é fundamental. Chegados ao Cais do Sodré, e novamente junto ao rio, apanhamos nova ciclovia. Esta passa na zona das Docas de Lisboa, Ponte 25 de Abril, Padrão dos descobrimentos e acaba na Torre de Belém (também passa perto do Mosteiro dos Jerónimos). É um troço lindissimo com uma extenção de cerca de 8 quilómetros.

No total, serão cerca de 20 quilómetros praticamente sem desnível, quase sempre com o rio Tejo como companhia – é um passeio a não perder. 

Para quem quer um pouco mais de diversão, sugiro que se siga a estrada de Belém, em direcção a Algés (sempre com a linha de caminhos de ferro à nossa direita) onde é possível apanhar um trilho junto ao Mar que nos leva até à estação de comboios da Cruz Quebrada. Aqui temos a possibilidade de ir visitar o campus do Estádio Nacional (tem uma pequena mata com vários trilhos, e zonas de lazer e espaços desportivos), ou seguir junto ao Mar, no paredão aí existente, com uma extenção de cerca de 2 quilómetros, até Caxias.


Foz do rio Trancão


Ciclovia do Parque Tejo (junto ao colégio Pedro Arrupe)
Passadiço junto à Ponte Vasco da Gama









Parque das Nações Oriental

















Parque das Nações





Marina do Parque das Nações

Porto de Lisboa


Praça do Comércio


Cais das Colunas (Praça do Comércio)































Cais do Sodré

Alcântara


Belém
Padrão dos Descobrimentos (Belém)









Torre de Belém

























































Centro de Lisboa: Tendo como ponto de partida novamente o Parque das Nações, apanhando uma outra ciclovia que passa numa zona mais interior deste espaço (junto ao centro comercial Vasco da Gama), e fazendo a ligação por estrada (cerca de 500 mts) até ao início da Avenida de Berlim entamos numa nova ciclovia. Esta ciclovia leva–nos até ao centro de Lisboa. Inicialmente passamos pelo interior de um bonito parque (Vale do silêncio) que tem apenas o senão de ter um declive acentuado até Chelas, cerca de 1 quilómetro. Seguimos em direcção à Avenida do Brasil, e a partir daqui todo o trajecto é praticamente plano. Chegados ao Campo grande, é nos dada três possibilidades, seguir para Entrecampos (onde acaba a ciclovia), seguir para a Cidade Universitária ou seguir na direcção de Telheiras/Benfica. Esta última hipótese leva–nos a contornar o centro da cidade, passando por locais como o Estádio de Alvalade, o Estádio da Luz ou o centro comercial Colombo. Continuando em frente chegaremos ao Parque florestal de Monsanto, do qual falarei mais adiante. A ciclovia tem continuidade contornando a fronteira do parque de Monsanto até Sete Rios. Daqui segue para a Praça de Espanha, onde bifurca, numa direcção vamos até ao topo do parque Eduardo Sétimo, na outra direcção vamos até à Fundação Calouste Gulbenkian (perto do centro comercial El Corte inglês) havendo continuidade pelas Avenidas Novas, passando junto ao Saldanha (a 500 metros de Entrecampos, onde terminou a outra ciclovia) e terminando na Estefânia (na Universidade Instituto Superior Técnico).




Av. Berlim
Parque Vale do Silêncio (Av. Berlim)
Parque Vale do Silêncio




















Parque Vale do Silêncio


Parque Vale do Silêncio
Rotunda do Relógio (Chelas)

Parque de Alvalade (Av. Brasil)

Av. Brasil





Parque Campo Grande



















Estádio do Sporting Clube de Portugal (Campo Grande)



Telheiras


Estádio do Sport Lisboa e Benfica









Benfica
Radial de Benfica/Parque de Monsanto








Sete Rios
Praça de Espanha



















Av. Duque de Ávila



















EntreCampos/Campo Grande

Entrecampos/Campo Grande












Saturday, November 3, 2012

VII Maratona Pinhal Novo - Arrábida by Tasca du Xico


28 de Outubro de 2012

Desta vez apresentei-me na localidade de Pinhal Novo para participar num novo desafio.



O clube de BTT Bttascaduxico propôs um passeio de 80 kms de distância que incluía palmilhar a serra da Arrábida.



Se bem que esta não foi a minha primeira experiência bttista nesta serra (a primeira vez foi num passeio organizado pela clube Vila Fresca de Azeitão já à muitos, muitos anos atrás), este passeio seria uma boa oportunidade de voltar a desfrutar de uma serra com condições naturais espectaculares para o desenvolvimento de actividades ao ar livre.


Haviam-se inscrito para este evento mais de 900 atletas, que se dividiam pelas maratonas de 40 km e 80 km.
 











A maratona teve início às 9:00h, com a partida localizada junto à estação de comboios de Pinhal Novo.

Uma pequena volta por algumas ruas da localidade levou-nos na direção de estradões com destino a Palmela. Início ideal de prova pois os estradões eram largos, de bom piso, e com apenas uma ligeira ascensão. Tínhamos aqui cerca de 14 km para aquecer bem as pernas, antes de chegarmos à Arrábida. 




A passagem por Palmela (na realidade não chegamos a entrar na localidade) representou o início das hostilidades em termos de subidas. 

 

Ao chegarmos ao jardim de Palmela, viramos à direita na direção dos moinhos de vento. Passamos por vários moinhos seguindo um trilho muito bonito, onde nos era possível desfrutar de uma paisagem magnífica, de um lado o rio Tejo e toda a planície e do outro a serra da Arrábida. 








Este troço terminou numa descida abrupta. Várias pessoas estariam por ali a ver os atletas descerem, ou para verem alguém cair! Não faço ideia.

No final da descida estava instalada a primeira ZA (zona de abastecimento).




A especialidade aqui eram as sandes de carne grelhada - mais parecia um churrasco. 


De volta à corrida, começamos por ter uma pequena subida como aperitivo para o que viria a seguir. Descemos cerca de 70 mts de altimetria para de seguida ganharmos cerca de 100 mts. Começavam a aparecer estas "rampas" de elevada dureza. 

 
Nova pequena descida de cerca de 50 mts logo seguida de nova rampa de cerca de 100 mts - isto prometia! 





Contudo ao quilômetro 31 quebrou-se esta tendência, e daí até à segunda ZA ao quilômetro 37 iríamos perder altimetria, primeiro numa descida acentuada onde perderíamos mais de 100 mts de altimetria, para de seguida entrarmos num trilho lindissimo. 




Este troço, onde perderiamos cerca de 50 mts em cerca de 6 quilómetros, situado numa zona de floresta cerrada, permitia velocidades altas num trilho "ziguezaguante" por entre as árvores e com poças de lama como obstáculos. Fenomenal! 



Chegavamos à segunda ZA. Também aqui o fogareiro estava aceso, mas as febras estavam "atrasadas". 


Seguia-se uma super rampa com cerca de 180 mts em apenas 2 km - grande dureza sobretudo porque tínhamos acabado de comer! 

Estávamos a entrar no que me pareceu uma montanha russa, pois até ao km 55 o percurso era composto por rampas íngremes, num sobe e desce constante. Só para se ter uma ideia, a altimetria do passeio praticamente fechava nesse km 55. 


Claro que a organização sabia bem a maldade que nos estava a fazer tendo por isso deixado vários recados motivacionais pelo caminho. 

Bom, mas isto do BTT é para quem tem pernas, que é como quem diz "quem tem dedos é que toca viola".



 

E se as dificuldades eram grandes, a beleza do passeio era ainda maior. Continuavamos a ser presenteados com "sigle tracks" lindissimos, muitos ao longo de todo o percurso na Arrábida, com várias descidas perigosas, mas sempre com paisagens deslumbrantes. 



Ao quilômetro 49 atingimos o ponto mais alto do percurso, cerca de 250 mts. Mais uma descida de cerca de 100 mts de altimetria, seguida de nova subida. O cansaço começava a aparecer. 



Uma das últimas subidas já não a consegui fazer montado na bicicleta - era muito íngreme e muito técnica - já não tinha energia para tanto. 

 

Felizmente faltava pouco para a terceira ZA. Chegava o quilômetro 56. 




Última paragem para ingerir algumas calorias e descansar um pouco. Os músculos queixavam-se de dor e do esforço dispendido até ali. 

 
Mas as dificuldades tinham acabado. Estávamos de novo perto de Palmela. Descemos a colina até à estrada nacional, e entramos na estrada onde tinhamos passado à algumas horas atrás - entramos no caminho de regresso ao Pinhal Novo. 



Agora era fazer o percurso inverso. Faltavam 14 km...ainda! Esta parte do percurso não teve grande história - foi acelerar ao máximo que as minhas energias permitiam (que bom foi sentir o resultado do treino efectuado com a bicicleta de estrada) e ir fazendo a contagem decrescente. 

Cheguei ao Pinhal Novo após 5:03h a pedalar. 



Que dia maravilhoso.
Os meus parabéns à organização por tudo...secretariado, percurso, abastecimentos (apenas no último já havia falta de alguns alimentos), as marcações do percurso e os voluntários que nos direcionavam em dezenas de pontos, muitos deles com água para abastecerem os atletas, a chegada, as classificações, lavagem de bicicletas, etc...muito completo. 

Em números: distância 72,5 kms, tempo em andamento de 04:43h, altimetria 1480 mts.


Agradecimentos especiais à F.