Dia 22 de Janeiro decidi experimentar os trilhos da região de Sobral de Monte Agraço. Apesar de inicialmente estar prevista a participação de mais alguns companheiros Canários, acabei por ir a este passeio sozinho.
Cheguei cedo ao Sobral. Comecei por ir levantar o dorsal

Chegava a hora que todos esperavam. Havia um número agradável de ciclistas mas sem serem demasiados. Percebia-se que haviam uns mais experientes e outros não tão habituados a estas andanças. Mas no BTT à lugar para todos e o importante é o convívio e o prazer de pedalar. A organização, pensando em todos, organizou três trajectos, um de 20 km, outro de 40 km e um de 60 km, o qual eu me propus a fazer.

O percurso definido pela organização era muito variado, mas muito bonito. Claro que nos primeiros quilómetros o andamento é mais irregular devido à aglomeração de ciclistas, em especial nos trilhos mais técnicos. De referir que havia muitas zonas perigosas, devidamente identificadas, que fiz desmontado da bicicleta. Contudo, isso não estragava a beleza do traçado.
Continuando em redor da vila do Sobral, passamos por

Saindo desta ZA pelo interior de uma mata, dirigimos-nos a um dos trilhos mais bonitos do circuito, onde era possível circular no limite de uma ravina - brutal. Depois apanhamos uns estradões florestais, e deixamos para trás os BTTistas dos 20 km. Ora subindo ora descendo, o dia ia avançando.
Estava um dia maravilhoso, tempo magnífico, representativo do inverno seco e ameno, óptimo para o BTT mas péssimo para o país.

Ao quilómetro 30 surgiu a segunda ZA. Além de muita quantidade, a variedade também era significativa, pelo que era comer e beber à descrição. Repostas as energias, era tempo de voltar aos trilhos. Um dos pontos de interesse, foi passarmos junto a moinhos de vento antigos e recuperados. Também iríamos passar por torres eólicas modernas, mas essas já são mais "normais".

Entrava na parte mais dura do percurso, com cerca de 10 km quase sempre a subir. Felizmente, ao quilómetro 51 estava a última ZA, onde encontrei mais alguns ciclistas. Com forças recuperadas, tinha de continuar a subir, agora na companhia de bem mais ciclistas. E subimos até quase ao fim do passeio. Apenas os últimos 2 ou 3 quilómetros é que já foram a descer, sendo que um dos troços era uma descida muito técnica, de pedras e lama escorregadia, onde fui ao "tapete" por duas vezes, felizmente sem danos físicos. Depois foi acelerar em direcção ao centro do Sobral, onde cheguei inteiro, cansado mas plenamente satisfeito.
Conclusão: o nome do passeio espelha a realidade do evento. Trilhos fantásticos, aliados a uma boa organização, onde GNR, Bombeiros, escuteiros e outros elementos prestaram um trabalho valioso na concretização deste projecto. Sem dúvida, um passeio a Repetir!
Em números, foram 62 km em 04:56h e 1540 mts de altimetria.
Dá uma vista de olhos nestes dois vídeos:
http://contour.com/stories/5raid-btt-sobral-de-monte-agraco
http://contour.com/stories/5raid-btt-sobral-de-monte-agraco-part02--2